sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Grupo de Jovens SSMO

Em meados de 1994 após fazer a primeira comunhão, passei a integrar o grupo de jovens da Igreja Santissimo Sacramento, situada na rua José Bonifácio, uma das que circundam o Parque Farroupilha em Porto Alegre.
Este grupo, junto com os grupos de mais 12 paróquias da cidade, eram a força do movimento EJC, que surgiu em São Paulo muitos anos antes. O objetivo era evangelizar, ainda é, jovens de todas as idades, fazendo com que os mesmos tenham uma educação religiosa e aprendam com os ensinamentos que Jesus nos deixou.
Posso afirmar que minha juventude (dos 14 aos 18) foram meus anos dourados literalmente...Nós faziamos de tudo, dentro das doutrinas em que seguiamos. Cerca de 30 jovens compunham o grupo, mas esse número sempre oscilava, chegamos a ter 60 jovens na nossa salinha que apelidamos de Bat-caverna, pois ficava no subsolo da Igreja.
Ali cada um com seu talento, fazia sua parte na missão de evangelizar.
Meu irmão sempre foi um mestre do humor e junto com nosso amigo-irmão Rogério, mais conhecido como D'J, porque vivia fazendo sons de instrumentos com a boca, puxavam o grupo de teatro, sempre animando os encontros semanais com suas imaginações pra lá de ferteis.
Eu tinha outro talento, o de cantar e tocar, fazia parte do folclore, que por sinal, era o que tinha mais adeptos, pois para louvar a Deus, basta ter amor no coração e isso, todos temos de sobra. Aqui eu cito o André, conhecido como Filhoti no movimento inteiro, como um dos grandes incentivadores para que eu aprendesse mais sobre música, ele é um grande compositor e uma pessoa que mostrou que, quando se planeja a vida, ela sai exatamente como se deseja...(pena que a fórmula dele não funciona comigo!!! rsss)
Tinham os responsaveis pelas reflexões e liturgia de cada dia, esses eram os melhores, traziam trechos da palavra e nos colocavam a pensar e mudar nossa forma de agir no mundo, aqui como exemplos tiveram o Lairton, a Chris, a Andrea, o Sidnei, a Luciana...todos eles com um jeito diferente de pronunciar mas sempre atingindo o alvo certeiramente.
Literalmente ficava o final de semana inteiro na Igreja, chegava cedinho no sábado, as vezes nem para almoçar saia...e ia até a noite e no domingo era a mesma coisa...
Fui crescendo, o tempo foi passando e minhas responsabilidades no grupo também, bem no final da nossa passagem por Porto Alegre, fui uma das coordenadoras do FEMUL, nosso festival de música, antes dessa onda carismática e da chegada da Canção Nova na Igreja.
Acho que se eu fosse falar sobre todas as emoções que vivi nesta fase iria precisar do espaço de um livro, todos com quem eu convivi me marcaram de maneira especial e única e gostaria de poder falar sobre cada um, mas isso não seria muito certo, mesmo sendo uma singela homenagem, só posso aproveitar este espaço para agradecer por terem me acolhido e por darem sinais até hoje de que eu não senti tanto amor sozinha.
E como diria a canção de um certo poeta e que ficou marcada na nossa despedida: "qualquer amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo a gente vai se encontrar"!!!

4 comentários:

  1. Adorei o blog! E adorei o post também... Tenho muita saudade daquele tempo também e acho que essa música do André que tu colocou no final da mensagem representa bem o sentimento. Bjs, saudades!

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  2. Para nós, pais e tios, também foram tempos em que juntamos a riqueza mais rara: a amizade.

    Beijos, pai

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  3. Então Lu...eu disse que o amor era reciproco, tu es prova disso...vamos nos encontrar ainda...2010, 2011...qualquer hora dessas...bjs

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  4. Então pai...sobre a amizade dá para escrever mais um post...

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