Ao final de 1990, chegando em 1991, com as calças subindo em São Paulo, meu pai foi contemplado com uma promoção em seu emprego e fomos juntos desbravar terras baianas, mal sabiamos que aquela era a primeira de uma série de mudanças dentro do territorio brasileiro que estavamos prestes a fazer.
Ilhéus inicialmente foi o paraíso (no final também) foram nove meses inesqueciveis, e eu tinha apenas 10 anos de idade, nem fiz aniversário por lá. A cidade era muito pequena, ao contrário do que se via em São Paulo, não existiam arranha céus, os bairros ainda eram em sua maioria, compostos por casas. Me lembro que eram dois bairros principais divididos pela ponte sobre um rio imenso (como queria usar minhas cabeça sem apelar para o google, não vou citar o nome do rio!!!)nos morávamos na Sapetinga, numa rua arborizada e que ao final dela ficavam as margens deste rio.
Brincavamos pouco?? Era uma verdadeira alegria para a criançada, chegar correndo da escola, jogar a mochila na varanda e se reunir na rua, brincando até o sol se pôr...gente...o sol se despedia ali...quase no quintal de casa, mas a gente gostava mesmo de ir no Clube de Remo, andar muito de caiaque e brincar muito na piscina (que para mim era imensa e parecia ter uns dois metros de profundidade).
Não posso deixar de citar as praias lindas do lugar, a minha descoberta do vócabulo: cabular a aula, com direito a fugidas para a sorveteria no centro da cidade. Sim, eu matei aula na quinta série, pela primeira vez, fato digno de ser anotado na agenda diário. Quem conhece a cidade ou vai conhecer não pode deixar de ir no bar/restaurante Vesuvio e comer um Kibe, foi o melhor kibe que eu já comi até hoje, inclusive este bar é cenário de um dos clássicos da nossa literatura escrito por Jorge Amado (Gabriela, cravo e canela)e parece que andando pela cidade você vê a história toda do livro.
Tem o chocolate caseiro de Ilhéus, também muito tradicional, mesmo porque a cidade fica na costa cacaueira, dividiram a Bahia em costas (não vou explicar porque não é aula de geografia), alguns tem nomes muito interessantes, motivo de muitas piadinhas nos corredores do aeroporto da cidade.
Minha vida foi marcada rapidamente por este lugar, tinhamos acabado de chegar e já era hora de sair e eis que minhas calças curtas estavam virando um bermudão...só que já não iria mais servir para a próxima etapa da minha vida, o inverno estava chegando e o sul chamando.
Quem quer matar a Conceição Oliveira?.
Há 11 anos
O homem legenda informa: o nome do rio é Cachoeira!
ResponderExcluirTá ficando bom,
beijos
estou indo, pai, estou indo...até chegar em Recife tem chão...rsss
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