segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Primeiramente o objetivo principal deste post é dar os parabéns a todas as mulheres e a todos os seres habitantes deste mundo que tem a sorte de ter uma mulher por perto.
Quando Deus criou o homem viu que o mesmo necessitava de uma companhia para a vida inteira e então resolveu criar a mulher, não criou outro homem pois não haveria a complementação entre os dois seres.
O tempo passou, as revoluções e guerras vieram e a sociedade que até então não permitia que os seres frágeis e dóceis, do qual todos acreditavam serem as mulheres, começou a mudar, e a mulher de sexo frágil, passou a ser vista como uma grande guerreira, forte e determinada em todos os setores... Não vou falar da guerra dos sexos...quero ir um pouco além deste tempo.
Como mulher, reconheço a importância de ambos, a humanidade não existiria sem a mulher, assim como não existiria sem o homem. Bom, tendo conhecimento deste fato, me impressiona as últimas manchetes e noticiários que chegam através da televisão e da internet. O número de violências contra as mulheres tem aumentado gravemente e parece que não dão a devida importância para isso. Exemplo disso?? Cito um fato ocorrido neste último final de semana.
O famoso jogador de futebol, ao qual responde pelo nome de Adriano, o Imperador, atacante do Flamengo, resolveu atacar em outro campo, não o de futebol, mas em uma festa, começou a discutir com a sua noiva criando uma grande confusão no baile. Não é a primeira vez que temos manchetes com famosos machucando suas mulheres, batendo, xingando ou fazendo coisas do genêro. Isso ainda não foi o pior. Pior quem fez foi seu colega de trabalho, o goleirdo do Flamengo, Bruno, na ânsia de defender o Imperador, declarou para as câmeras que "briga de casal é normal, quem nunca chegou a algo mais sério e saiu na mão com a mulher?" (veja aqui a reportagem)
Declaração absurda, eu digo que nunca vi meu pai bater na minha mãe, meu irmão na sua esposa e muitos homens que eu conheço não fariam e nem fazem isso, mas ai é diferente, homens não fazem isso, somente animais como esses que a midia insiste em fazer com que a população idolatre batem em suas mulheres, em suas mães, suas irmãs, suas filhas.
Gostaria que esses animais olhassem para seus filhos feitos com essas mulheres e projetassem o exemplo que estão dando para eles no futuro. Vão crescer como animais, vão bater em suas mães, em suas mulheres, em suas filhas e irmãs.
É triste neste dia, o dia que deveria ser celebrado a existência de mulheres especiais, dia pelo qual paramos para reconhecer a importância em nossas vidas destes seres abençoados, nos depararmos com esse tipo.

Mulheres vocês são capazes de tudo, são lindas por natureza e são merecedoras de amor. Não deixem esses animais acabarem com a vida de vocês. Como diria a máxima popular "antes só do que mal acompanhada". Homens não batem em mulheres, animais sim. Se amem mais!!!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Das minhas paixões - tema música

Resolvi escrever um pouco sobre as coisas que gosto explicando um pouco do porque deste gostar, o primeiro tema que eu escolhi para falar foi a música, pelo simples fato de ser universal...todos temos um tipo de música, uma banda preferida e muitos conseguem definir a música de sua vida (eu ainda não fiz isso).
Eu gosto de músicas de vários genêros, mas sou tendenciosa ao estilo rock e elegi como minha banda favorita o U2, isso não é muita novidade para quem me conhece. Agora me perguntem, por que U2? Eu respondo que pelo pouco que eu conheço da banda e das suas músicas me identifico muito, em todas as suas composições (sem exceção) parece que tem um refrão ou uma estrofe me esperando, me entendendo e o melhor de tudo isso é saber que os integrantes da banda são pessoas comuns, preocupadas com o bem comum.
Não vou citar as campanhas pelas quais o Bono, vocalista, iniciou pelo mundo afora em busca da paz entre os homens e também maior dignidade para os povos marginalizados do terceiro mundo, tudo feito com apoio dos demais integrantes da banda, o que é muito importante. E eu acredito, embora existam criticos dizendo o contrário, que isso não é feito para aumentar as vendas de seus albuns, eles não precisam disso.
Eles estão juntos (nunca houve outra formação) desde 1976 e o resto é história. Abaixo selecionei um clip gravado no Rio de Janeiro, a música é Walk On, a mensagem da música é muito simples: não olhe para trás quando tudo estiver difícil, siga em frente, seja forte...!!!!




Um detalhe, eu sempre encho o saco dos meus amigos para prestarem atenção nas músicas e aprenderem a gostar também, com alguns eu consigo, outros nem tanto e para a maioria eu nem preciso apresentar, eles dispensam apresentações...considero um serviço de utilidade pública, rssss!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Porto Seguro - série vida - parte V

Estou com muita preguiça de escrever ultimamente, espero que seja passageiro, então vamos retomar as minhas andanças pelo Brasil...
No inicio de 2002 sai de São Paulo em direção a terras mais quentes e águas tranquilas. Estou falando de Porto Seguro, cidade pequena, situada na costa do descobrimento, região sul do estado da Bahia. Não preciso explicar a estranheza ao desacelar o ritmo vivido em São Paulo para o ritmo de vida desta nova cidade para mim.
Porto Seguro é uma cidade que vive de turismo e posso afirmar que ela cumpre muito bem com o seu papel, nos anos em que lá vivi, nunca ouvi um turista sair de lá reclamando da cidade, ou de seus habitantes, pelo contrário o que mais se ouve são os elogios rasgados a beleza de suas praias, a cordialidade do povo e a vontade de voltar pelo menos uma vez antes de morrer.
Lá trabalhei na Terima Kasih (loja de artesanato, móveis, roupas e jóias de origem balinesa)onde aprendi alguma coisa sobre os deuses e suas histórias, no inicio havia apenas uma Terima, hoje já são 03 e uma mais bonita do que a outra, seus donos possuem uma habilidade incrivel para decoração e um bom gosto extremo na escolha dos itens que trazem da Indonésia para venda na loja (visitem seu site: http://www.orientalgate.com.br/). Depois da experiência na loja, fui para a hotelaria, achei que minha experiência seria mais longa nesse mercado, mas infelizmente foi curto e não pude seguir os passos do meu pai, quem sabe um dia ainda consigo isso, afinal de contas, acho que o mercado hoteleiro é o mais promissor no nosso País, temos muitas cidades turisticas além de cidades que são muito importantes comercialmente e financeiramente falando.
Voltando a cidade.
Porto Seguro é mágica, junto a ela, dentro do munícipio, temos as praias de Arraial d´Ajuda, Trancoso e Caraíva, essa última, na época em que morei em Porto Seguro, não tinha nem eletricidade, um paraíso para se desconectar do mundo.
O que a cidade tem?? Tem a Passarela do Alcool, onde pode-se degustar no meio da rua drinks e batidas tipicas da região, além de quitutes como tortas e doces. Nessa Passarela tem também bons restaurantes e estão concentradas as lojas de artesanato e lembranças da cidade (aquelas camisetas com frases que todos querem).
Tem também vários complexos de lazer. O que são complexos de lazer?? São barracas enormes, na praia, onde além de comer, beber e curtir a beleza natural, os turistas são entretidos com trupes de dança (axé) que passam o dia inteiro ensinando os passos para as festas da noite (e como gostam de dançar naquela terra). Visitem o Axé Moi, o Tôa a Tôa, o Barramares.
Morei quatro anos na cidade e na realidade não queria sair de lá, mas a minha roda viva começava a rodar de novo me levando para outro lugar...Saudades dos amigos que lá deixei...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010

Nunca fui na Sapucaí nem no Anhembi ver aqueles carros gigantescos, coloridos e cheios de história passarem pela avenida.
Nunca fui no circuito Barra-Ondina correr atrás dos trios elétricos com seus super astros do Axé.
Já fui a carnaval de clube e também dei algumas puladinhas em Porto Seguro - BA que tem um carnaval bem agitado por sinal.
Ano passado eu fui timidamente para um dos dias da folia em Olinda - PE, confesso que a primeira impressão foi de bagunça e estranheza, talvez seja por ter ido muito tarde e não ter aproveitado desde o inicio do dia. Neste ano, fiz diferente, ou melhor, fizemos diferente, com meus pais e minha filha, saimos de casa cedinho e lá pelas 9:00hs estavamos lá, junto com o sol e com os primeiros foliões.
Pela primeira vez na minha vida vi um cenário diferente do que a TV insiste em nos mostrar nessa época do ano. Vi famílias com crianças pequenas se divertindo. Vi pessoas com as fantasias originais e outras nem tanto assim. Vi a alegria como ela deveria ser cultivada todos os dias do ano.
Isso mesmo, eu vi a alegria no estado bruto da matéria. E se posso recomendar mais uma coisa para meus amigos é exatamente isso, saia do circuito comum e se dê direito ao prazer de sentir essa alegria.
Não quero com isso desmerecer os outros carnavais e dizer que o de Olinda é o melhor de todos, longe de mim fazer isso, mesmo porque, sei que muitas pessoas trabalham duro o ano inteiro para a festa na avenida, construindo suas alegorias, seus samba-enredos e suas histórias...mas, digo que a beleza está na simplicidade do lugar, a alegria está ali, a disposição de quem quiser pegar, ela não está cobrando nada a não ser que você seja feliz e faça alguém feliz também...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

São Paulo - série vida - parte IV

Pois é, não é que voltamos ao início de tudo, ao meu marco zero...final de 1998, quase 1999 estavamos novamente na cidade que nunca dorme.
Dessa vez chegou a hora de ir atrás do meu primeiro emprego, assumir novas responsabilidades.
Inicialmente fomos morar novamente no bairro onde praticamente minha história começou, o que foi interessante, pois vimos como era a vida de quem sempre esteve no mesmo lugar. Me pergunto ainda hoje, como seria a minha vida se nunca tivesse mudado de cidade e tivesse sempre tido o mesmo grupo de amigos, os mesmos lugares comuns...com certeza eu seria uma pessoa completamente diferente.
Nesta volta a São Paulo minha vida andou por caminhos surpreendentes e a melhor coisa que me aconteceu foi a maternidade em 2001, sim a minha pequena Giovanna veio em pleno inverno, fazer parte da minha vida, para sempre. E para variar, a roda viva da minha vida já ia começar a rodar de novo, me levando para outro lugar...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Grupo de Jovens SSMO

Em meados de 1994 após fazer a primeira comunhão, passei a integrar o grupo de jovens da Igreja Santissimo Sacramento, situada na rua José Bonifácio, uma das que circundam o Parque Farroupilha em Porto Alegre.
Este grupo, junto com os grupos de mais 12 paróquias da cidade, eram a força do movimento EJC, que surgiu em São Paulo muitos anos antes. O objetivo era evangelizar, ainda é, jovens de todas as idades, fazendo com que os mesmos tenham uma educação religiosa e aprendam com os ensinamentos que Jesus nos deixou.
Posso afirmar que minha juventude (dos 14 aos 18) foram meus anos dourados literalmente...Nós faziamos de tudo, dentro das doutrinas em que seguiamos. Cerca de 30 jovens compunham o grupo, mas esse número sempre oscilava, chegamos a ter 60 jovens na nossa salinha que apelidamos de Bat-caverna, pois ficava no subsolo da Igreja.
Ali cada um com seu talento, fazia sua parte na missão de evangelizar.
Meu irmão sempre foi um mestre do humor e junto com nosso amigo-irmão Rogério, mais conhecido como D'J, porque vivia fazendo sons de instrumentos com a boca, puxavam o grupo de teatro, sempre animando os encontros semanais com suas imaginações pra lá de ferteis.
Eu tinha outro talento, o de cantar e tocar, fazia parte do folclore, que por sinal, era o que tinha mais adeptos, pois para louvar a Deus, basta ter amor no coração e isso, todos temos de sobra. Aqui eu cito o André, conhecido como Filhoti no movimento inteiro, como um dos grandes incentivadores para que eu aprendesse mais sobre música, ele é um grande compositor e uma pessoa que mostrou que, quando se planeja a vida, ela sai exatamente como se deseja...(pena que a fórmula dele não funciona comigo!!! rsss)
Tinham os responsaveis pelas reflexões e liturgia de cada dia, esses eram os melhores, traziam trechos da palavra e nos colocavam a pensar e mudar nossa forma de agir no mundo, aqui como exemplos tiveram o Lairton, a Chris, a Andrea, o Sidnei, a Luciana...todos eles com um jeito diferente de pronunciar mas sempre atingindo o alvo certeiramente.
Literalmente ficava o final de semana inteiro na Igreja, chegava cedinho no sábado, as vezes nem para almoçar saia...e ia até a noite e no domingo era a mesma coisa...
Fui crescendo, o tempo foi passando e minhas responsabilidades no grupo também, bem no final da nossa passagem por Porto Alegre, fui uma das coordenadoras do FEMUL, nosso festival de música, antes dessa onda carismática e da chegada da Canção Nova na Igreja.
Acho que se eu fosse falar sobre todas as emoções que vivi nesta fase iria precisar do espaço de um livro, todos com quem eu convivi me marcaram de maneira especial e única e gostaria de poder falar sobre cada um, mas isso não seria muito certo, mesmo sendo uma singela homenagem, só posso aproveitar este espaço para agradecer por terem me acolhido e por darem sinais até hoje de que eu não senti tanto amor sozinha.
E como diria a canção de um certo poeta e que ficou marcada na nossa despedida: "qualquer amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo a gente vai se encontrar"!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Distrações cotidianas

Não me lembro muito bem quanto tempo faz que eu não perco uma chave e parece que toda vez que isso acontece é como se fosse um sinal de que estou indo rápido demais com alguma coisa que não me faz bem ou faz bem até demais a ponto de me deixar distraída.
Mas pergunto uma coisa: quem consegue achar uma chave perdida pelo caminho?
Muito raro reencontrar a dita cuja depois de ter rodado por todos os lugares antes de perdê-la, mesmo porque, parece que sofremos uma pequena amnésia e o filme do possivel lugar onde a chave possa ter se perdido sempre passa pela metade.
Quero traçar um paralelo com as outras coisas das nossas vidas que se perdem no cotidiano, somos capazes de desempenhar tantas funções ao mesmo tempo que diversas vezes nos pegamos querendo pendurar a toalha dentro da geladeira, passar o sabonete na escova de dentes, entre outras estranhezas que tenho certeza que todo mundo comete e quando se dá conta cai na risada e fica preocupado com o que tem na cabeça.
Onde irão parar todas as chaves perdidas?
Onde estão todos os pés de meia arrancados de seus pares originais?
O quanto estamos preocupados com problemas insoluveis ou distraidos com pensamentos a ponto de no meio de uma ideia simples, esquecermos completamente o contexto do que estamos fazendo?
As vezes acho que a terra está girando rápido demais e por isso perdemos a noção do tempo e do espaço e é exatamente ai que essas coisas acontecem. Ou talvez a minha incapacidade de achar uma teoria cientifica mais pálpavel, me faz ficar confortável com essa explicação. Embora ainda acredite que por diversos momentos, esteja fazendo coisas demais a ponto de não percebê-las, então tomei uma decisão, não vou mais viver nenhum segundo como se fosse o último, como se precisasse fazer tudo, tomar até o último gole, vou apreciar com moderação a vida para poder sentir melhor todos os segundos, chega de distrações!!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Porto Alegre, RS - série vida - parte III

Essa vai ser a parte complicada, a mais longa de todas, com direito a muitas emoções, festivais, natais, amigos, choros e risadas.
Saímos de Ilhéus em setembro/91, chegando em terras gaúchas em pleno inverno, bem rigoroso por sinal, que nos fez ir correndo comprar moletons, casacos, meias e luvas. O que nos deixou preocupados inicialmente, pensando se teriamos problemas com adaptação, saindo de uma temparatura média de 27°C para 11°C. Mas famílias nômades não tem frescura e acabam se moldando ao ambiente.
Tivemos três endereços diferentes na capital gaúcha, mas os três eram bem próximos um do outro e sempre circundando o belo parque da Redenção ou falando corretamente o Parque Farroupilha.
Não demorou muito começamos a frequentar a Igreja do SSMO Sacramento, primeiramente meu irmão (eu ainda não tinha idade) em seguida meus pais, que viraram tios (os tios aconselham os jovens, ou pelo menos tentam)e por último eu. Lá fizemos muitos amigos, muitos mesmo, o grupo era integrantes (ainda é) de um movimento de jovens cristãos católicos chamado EJC, um movimento nacional, muito fácil de se encontrar. (por ser uma parte muito grande, merece uma postagem apenas sobre ele, em breve)
Estudei meu segundo grau no IPA (Instituto Porto Alegre da Igreja Metodista), colégio que fica na parte alta da cidade, muito tradicional, lá eu aprendi entre muitas coisas, a jogar futebol, era lateral esquerda e gostava muito do esporte. Logo após o término do segundo grau, tentei, passar sem estudar no vestibular da UFRGS para administração, digo que tentei porque é um vestibular muito concorrido e como eu nunca fui fã de estudar, não tinha como passar sem me aplicar.
Enquanto o tempo passava, fomos desbravando o sul do país, viajar de carro sempre foi uma terapia pra nossa família, então conhecemos a serra gaúcha (Gramado, Canela, Nova Petropolis, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa...etc) as praias também estiveram em nosso roteiro turistico, mas como sempre foram muito frias, preferimos ficar em viagens sempre pelo interior do estado. Foi lá também que por diversas vezes saimos do estado em direção a Santa Catarina para conhecer suas maravilhas também, Florianópolis tem praias lindas e a serra catarinense também tinha seus encantos, não me lembro muito bem dos nomes das cidades, tinha Brusque, Blumenau e mais uma outra...todas com suas particularidades e encantos.
Nossos olhos sempre se enchiam de cores.
Conhecemos também nosso país vizinho lá de baixo, o Uruguai, e lá, ficamos impressionados com a magnitude do Nosso Brasil. Gostamos do lugar, fomos até sua capital, Montevideu e nos maravilhamos quando pedimos, em um restaurante, um Milaneza para o almoço (um para cada um) e o filé cobria todo o prato...para carnívoros como eu, era o paraíso.
Voltando para Porto Alegre, lá fizemos amigos que temos até hoje, são parte da nossa família e temos certeza que fazemos parte das deles. Aprendemos como se faz um bom churrasco e a importância do chimarrão entre amigos, e até aprendi a gostar, queima a boca na primeira, na segunda, mas depois que faz calo não importa e fica gostoso.
Tivemos uma cafeteria, onde aprendemos a arte do bom café, coisa que na época não era tão divulgado, se eu quissesse poderia ser barista sem problemas, até hoje reclamo se não me servem um bom expresso. Tivemos também uma lanchonete bem no centro da cidade e não sabiamos, que no futuro próximo teriamos mais uma experiência no ramo.
Vimos que apesar do frio, o povo é acolhedor e caloroso, fizeram com que nos sentissemos amados e parte de lá. Foram oito anos muito bem vividos e que não queriamos que tivesse parado ali, muito tempo depois da nossa despedida de Porto Alegre, ainda guardamos em nosso coração o desejo de voltar, mas a vida nos mostrou que temos que seguir em frente e darmos graças a Deus por termos histórias boas para contar.
Como disse, sobre essa parte da vida, vou ter que me aprofundar com tópicos únicos.
Final de 1998 estamos indo de volta para o centro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ilhéus, Bahia - série vida - parte II

Ao final de 1990, chegando em 1991, com as calças subindo em São Paulo, meu pai foi contemplado com uma promoção em seu emprego e fomos juntos desbravar terras baianas, mal sabiamos que aquela era a primeira de uma série de mudanças dentro do territorio brasileiro que estavamos prestes a fazer.
Ilhéus inicialmente foi o paraíso (no final também) foram nove meses inesqueciveis, e eu tinha apenas 10 anos de idade, nem fiz aniversário por lá. A cidade era muito pequena, ao contrário do que se via em São Paulo, não existiam arranha céus, os bairros ainda eram em sua maioria, compostos por casas. Me lembro que eram dois bairros principais divididos pela ponte sobre um rio imenso (como queria usar minhas cabeça sem apelar para o google, não vou citar o nome do rio!!!)nos morávamos na Sapetinga, numa rua arborizada e que ao final dela ficavam as margens deste rio.
Brincavamos pouco?? Era uma verdadeira alegria para a criançada, chegar correndo da escola, jogar a mochila na varanda e se reunir na rua, brincando até o sol se pôr...gente...o sol se despedia ali...quase no quintal de casa, mas a gente gostava mesmo de ir no Clube de Remo, andar muito de caiaque e brincar muito na piscina (que para mim era imensa e parecia ter uns dois metros de profundidade).
Não posso deixar de citar as praias lindas do lugar, a minha descoberta do vócabulo: cabular a aula, com direito a fugidas para a sorveteria no centro da cidade. Sim, eu matei aula na quinta série, pela primeira vez, fato digno de ser anotado na agenda diário. Quem conhece a cidade ou vai conhecer não pode deixar de ir no bar/restaurante Vesuvio e comer um Kibe, foi o melhor kibe que eu já comi até hoje, inclusive este bar é cenário de um dos clássicos da nossa literatura escrito por Jorge Amado (Gabriela, cravo e canela)e parece que andando pela cidade você vê a história toda do livro.
Tem o chocolate caseiro de Ilhéus, também muito tradicional, mesmo porque a cidade fica na costa cacaueira, dividiram a Bahia em costas (não vou explicar porque não é aula de geografia), alguns tem nomes muito interessantes, motivo de muitas piadinhas nos corredores do aeroporto da cidade.
Minha vida foi marcada rapidamente por este lugar, tinhamos acabado de chegar e já era hora de sair e eis que minhas calças curtas estavam virando um bermudão...só que já não iria mais servir para a próxima etapa da minha vida, o inverno estava chegando e o sul chamando.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O poder da barata...

Já vi muito tipo de bicho, mas o que me causa mais asco, sem sombra de dúvidas é a dona barata. Sou medrosa com praticamente todo tipo de inseto, me assusto facilmente com estes seres voadores e rastejantes, mas somente a barata me paralisa.
Ontem a noite, nos rituais noturnos, pré-cama, estava eu tranquilamente no banheiro, quando escuto um barulhinho meio parecido com o som que as unhas do cachorro fazem quando raspam o chão, só que em tom muito menor, o que era quase imperceptivel, na hora eu gelei, sozinha no banheiro, porta fechada, calça arriada...olhei para o teto, para o chão, pia e quando coloquei os olhos no último ponto a investigar, justamente a porta, lá estava ela - a dona barata.
Incrível como nos primeiros segundos fiquei estática, não consegui mover um músculo do meu corpo para evitar que ela se movesse e viesse em minha direção...a cabeça começou a girar forte pensando em como sair da situação...
Vocês devem estar rindo, pensando...PEGA LOGO O CHINELO E MATA ESSA CUCARACHA...não meus amigos, não é tão simples!
Realmente essa ideia da chinelada veio na cabeça, mas junto com ela o medo de errar e sentir aquele ser nojento em cima de mim, essa ideia apavora. Então, para me livrar da situação, comecei a entoar um mantra: 'NÃO SE MEXA BARATA, NÃO SE MEXA BARATA, NÃO SE MEXA BARATA" enquanto rezava, subia as calças e agora?? Dou descarga?? E se a barata voar?? Não, não dou descarga... Continuei com o mantra, enquanto abria muito vagarosamente a porta, até o ponto em que fosse possivel passar e a poderosa continuar no mesmo lugar, isso sem deixar de entoar o mantra...
Ufa...consegui sair do banheiro, atravessei o corredor correndo e tratei de fechar logo a porta do quarto e me jogar na cama esperando que a barata não resolvesse fazer uma visita até minha cama.
E acreditem, foi dificil pegar no sono.
Agora eu pergunto, de onde vem todo este medo ou nojo destes seres, é algo cientifico ou algo que herdamos de nossos antepassados, ou é frescura mesmo??

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

São Paulo - série vida - parte I

Nasci em 1980, bairro da Mooca, São Paulo capital. Cheguei no horário do chá, em plena sexta-feira, dia das bruxas e desde então, nunca vi chover no dia em que eu nasci, nos lugares por onde andei.
Tive uma infância comum, brincava na rua onde morava com meus amiguinhos, da mesma idade que eu, no bairro Pirituba...naquela época, podiamos brincar a vontade, sem os medos de hoje...foi uma infância muito feliz.
Nunca fui aluna nota 10,00 sempre ocilei entre o 7,00 e o 9,00 tirava 10,00 só em artes e educação fisica. Sempre dei trabalho para os meus pais, sou muito elétrica então não era comum me ver na frente da televisão ou fazendo uma coisa só...sempre fazia muitas coisas ao mesmo tempo.
O meu universo era o Colégio São João Gualberto, no mesmo bairro onde eu morava, o Condominio Residencial Vista Verde, a rua 14, suas casas e a vista para o Pico do Jaraguá, lugar onde por algumas vezes iamos passear...sim não posso me esquecer da família toda espalhada pela cidade...então incluem-se aqui Arujá, com sua passagem pela Via Dutra, Santo Amaro onde sempre passavamos pela Marginal do Rio Pinheiros, Itaquera...salve o Timão e a Vila Matilde. É acho que são os lugares comuns da minha infância, São Paulo é muito grande para uma criança.
O tempo foi passando e quando a calça estava ficando curta, saimos da cidade rumo a novas aventuras...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Como ??

Bom, eis minha terceira tentativa de emplacar um diário ou quase via internet...duas tentativas anteriores foram frustradas pelo simples fato de não conseguir manter a linha proposta...resolvi me libertar das amarras, vamos ver no que dá.
Daqui pra frente tudo vai ser diferente...se vai ser só para mim ou se outras pessoas vão se interessar o tempo dirá, aos poucos vou relatar casos corriqueiros, ideias próprias e o que vier a minha cabeça.